Por: Alcione Costa

A Destruição de Pyongyang - O terror vindo dos céus

Durante todo o transcurso da Guerra (1950-1953), Pyongyang a capital da República Democrática Popular da Coréia, foi pesadamente atacada com todos os tipos de bombas daquela época de forma implacável e impiedosa pela Força Aérea dos Estados Unidos, principalmente com bombas Napalm.

Foram mais de 1000 bombas por quilômetro quadrado, e a destruição foi total e aniquiladora. Toda a estrutura e infra-estrutura da cidade foram destruídas, energia elétrica, água potável, hospitais, escolas, transporte, comunicações, pontes, indústrias, estradas, farmácias e todo o comércio. A cidade foi praticamente riscada do mapa.

Quando o armistício foi assinado em 27-07-1953 havia somente 2 prédios na cidade, na qual 400.000 pessoas haviam residido, uma foto aérea tirada em meados de 1953 sobre esta capital, mostrou que as condições da cidade estavam semelhantes as cidades de Hiroshima e Nagasaki logo após terem sido bombardeadas com armas nucleares pelos Estados Unidos em 06.08.1945 e 09.08.1945 respectivamente. (É bom que fique aqui registrado que os EUA foi o único país na história da humanidade a lançar armas nucleares sobre seres humanos).

A destruição, o flagelo, a desgraça, a fome e a miséria sem paralelos que se abateu sobre a população e de forma tão aguda se perpetuou nos anos seguintes pela estagnação da economia e instabilidade política, como conseqüência de tão arrasadora experiência.

Foram centenas de milhares de crianças, mulheres e idosos mortos despedaçados e carbonizados. Além dos órfãos e sobreviventes, desfigurados pelas queimaduras, mutilados pelas bombas de fragmentação e por outras armas. E ainda milhares de famílias separadas e casas destruídas, entre outras barbaridades.

As terríveis bombas de Napalm

Durante todo o conflito (1950-1953), os Estados unidos mantiveram uma política de pesados e constantes bombardeios em larga escala sobre a população da Coréia do Norte, especialmente utilizando bombas incendiárias contra todas as cidades e instalações civis e militares da parte norte da península coreana. Mesmo que esses tipos de atrocidades fossem tristemente lembrados no mundo pelo horror das imagens de vítimas civis, justamente na Guerra do Vietnã, pois naquele período programas de TV mostravam freqüentemente para todo o mundo, cenas horripilantes de crianças, idosos, mulheres sendo queimadas vivas.

A bomba Napalm possui uma substância gelatinosa que cola na pele, causando queimaduras de 3º grau, pois as pessoas mesmo entrando na água, ainda continuavam queimando e significativamente muito mais napalm foram lançadas no norte da península (1950-1953) apesar do relativo pouco tempo de guerra em relação à Guerra do Vietnã.

Para se ter uma idéia, durante o final da 2ª metade do ano de 1950, somente neste período foi lançado o equivalente a mais de 1 milhão de galões de Napalm sobre a população civil coreana na parte norte.

Em Maio e Junho de 1953, reforçando ordens do General Douglas MacArthur (1880-1964), o então 33º Presidente dos Estados Unidos Harry Truman (1884-1972), autorizou o General Curtis E. LeMay (1906-1990), líder do Comando Estratégico Aéreo (líder daquele comando desde 19 de Outubro de 1949), a bombardear usando bombas de fragmentação e também bombas incendiárias.

Em suma, a ordem era de destruir todas as barragens, hidroelétricas, agricultura, indústria, plantações de arroz e incendiar todas as cidade e aldeias de camponeses da Coréia do Norte, matando também milhares de pessoas afogadas devido à destruição das barragens e posteriormente outros milhares morreram de fome.

Curtis Emerson LeMay, o mais jovem general da Força Aérea dos Estados Unidos ao receber a 4ª estrela, desde Ulysses S. Grant (1822-1885), do Exército, declarou: ´Nós matamos 30% da população da Coréia do Norte, (...) na verdade nós matamos 40% da população da Coréia do Norte, talvez o maior percentual de população civil morta, na história de todas as guerras.`

O mesmo LeMay, durante sua aposentadoria declarou:

´Nós consumimos pelo fogo cada cidade da Coréia do Norte, e algumas poucas do Sul por engano, mas de qualquer maneira nós as queimamos.`

Alcione Prestes Costa – Ex-praticante pioneiro no taekwondo do RS, dedicado e intenso pesquisador da história e das artes marciais coreanas.