A maioria dos filiados
da LIGA é contra essa
filiação a confederação
brasileira

Os presidentes das federações estaduais estão acreditando que o fato de impedir a liga nacional de colocar uma equipe no campeonato brasileiro de federações, eles estarão inibindo os mestres/professores das academias de filiarem os alunos à LIGA nos Estados.

Estão completamente enganados. Foi exatamente por atitudes como estas, de dirigentes que não aceitavam a concorrência nos exames de faixa e no comando do TKD brasileiro que surgiu, no começo da década 1990, uma pequena entidade na cidade de São Paulo com o nome de UBT.

A União Brasileira de TKD foi embrionada na expulsão da academia liberdade da federação paulista, filiada oficial da CBTKD no Estado de São Paulo, na época.

A UBT foi tarjada durante anos de clandestina pelos dirigentes da confederação brasileira e federações estaduais. Nada disso foi suficiente para impedir seu crescimento. Em pouco tempo o Estado de São Paulo já tinha duas entidades fortes.

Não demorou muito para os Estados brasileiros serem conquistados por essa nova entidade. Que logo teve a necessidade de mudar para CBTI.

A Confederação Brasileira de TKD Interestilos, registrada no Ministério do Esporte, foi acabando aos poucos com a idéia de que a confederação brasileira era a única entidade nacional que tinha os poderes do TKD brasileiro.

Os irmãos Yeo Jun e Yeo Jin Kim, coreanos natos, novos de idade, não se intimidaram diante dos velhacos grãos mestres e suas tradições milenares.

Com bom acesso ao Kukkiwon, essa dupla levou atletas e mestres/professores brasileiros a conhecer e treinar no grande templo do TKD mundial.

Enquanto os dirigentes da CBTKD e das suas federações estaduais se engalfinhavam uns aos outros pelos cargos nas entidades e de quem tinha o poder tirar mais dinheiro dos exames de faixa dos mestres/professores das academias (como éramos trouxas), a CBTI virou LIGA.

A Liga Nacional de TKD se tornou uma entidade constituída jurídica e reconhecida moralmente pela comunidade do TKD brasileiro.

A maioria dos filiados da liga nacional é contra essa filiação a confederação brasileira. Para vocês entenderem melhor isso, basta acessar o site da CBTKD: irão ver no mapa dos filiados o tamanho da entidade liga nacional diante das federações estaduais.

A LIGA nunca precisou da confederação brasileira e de suas federações estaduais para promoverem grandes competições que são reconhecidas nacionalmente e mundialmente. Nem para registrar filiados ao Kukkiwon. Esse livre arbítrio da LIGA deixou os dirigentes da CBTKD com a cuia na mão. Completamente perdidos.

A TRIBUNA/TKD acha que LIGA, ao se filiar a CBTKD, perdeu mais do que ganhou. Mais isso é assunto para outro artigo.

Resumindo, a entidade liga nacional ganha mais uma no TKD brasileiro com essa atitude intempestiva dos dirigentes das federações estaduais de entrarem com requerimentos exigindo da CBTKD que não aceite a equipe da LIGA no brasileiro de federações.

Uma metáfora da coluna do Téo simplifica essa situação: “A Água carrega o navio, mas pode afundá-lo também”. ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )


Fonte e Referência:

Mestre Eduardo Falcão escreve semanalmente no seu Blog TRIBUNA DO TAEKWONDO - Ética, Democracia e Transparência no Esporte .